O gerenciamento financeiro pessoal tem como objetivo principal o uso consciente dos recursos, sejam eles renda, despesas, patrimônio, dívidas, investimentos, etc. Simplificando podemos dizer que é uma maneira racional de controlar gastos e otimizar nossos investimentos.
Isto envolve duas premissas importantes: comprometimento e envolvimento. a primeira se faz necessária continuamente pois, na sua essência, é a base para o ato de tomar decisões. Quando nos comprometemos, deixamos de lado outras possibilidades e até desculpas que possam aparecer para continuarmos focados no objetivo estabelecido. A segunda trata da comunicação com o que nos comprometemos. Todos sabem que as pessoas ao nosso redor são direta e indiretamente influenciadas por nossas decisões financeiras. Se você tem sua própria família, ou ainda mora com seus pais, eles devem ficar sabendo dos seus compromissos e planos, assim você poderá receber apoio e até fornecer auxílio. Memso que você more só, compartilhe com seu namorado(a), irmão(ã) ou, pessoas mais próximas e de sua confiança, seus objeivos e sonhos. Esta é uma troca de experiências muito enriquecedora.
A primeira coisa que vem à mente quando pensamos en planejamento financeiro é: gastar menos do que se ganha. Isto realmente é muito importante, e até primordial, mas não é a única condição. Outro aspecto também importante é estabelecer objetivos. Eles podem até ser alterados no decorrer do planejamento, mas devem estar sempre bem definidos
por exemplo, você inicia o planejamento numa fase em que está com a maior parte da renda comprometida, ou até mesmo endividado. O primeiro objetivo será sanear despesas, analisando o que é necessário ser mantido e o que pode ser cortado. É justamente o passo que citamos anteriormente: gastar menos do que se ganha. Quando esta etapa estiver consolidada é hora de reavaliar os objetivos: Há excedente financeiro? O que fazer com ele? Como maximizá-lo? E assim por diante.
Um aspecto também muito importante para se ter em mente: não existe momento ideal para iniciar o planejamento financeiro. Ele pode e deve ser colocado em prática assim que sua necessidade for percebida. É claro que em épocas como o fim de mês e, principalmente, o fim de ano estas questões vêm à tona com mais intensidade, por ser geralmente este o período de fluxo de caixa que mais nos preocupa. Também deve-se atentar que a vida produtiva é composta de várias etapas. Os objetivos na juventude provavelmente serão diferentes dos da maturidade, estes dos da terceira idade, e assim por diante. Mas o importante é se ter sempre em mente que a gestão de recursos, independente da fase de vida, é indispensável. Vejamos agora algumas medidas para sua execução.
Para o uso consciente de nossos recursos, ou seja, para equacionar os ganhos e os gastos financeiros de modo que venham q gerar um resultado positivo, deve-se possuir o entendimento de quais são os recursos e as obrigações.
Para isto, é necessário ter noção do fluxo de caixa, isto é, de todas as entradas e saídas de recursos financeiros em determinado período de tempo. Alguns de seus objetivos são: saldar as contas no prazo, apurar com clareza o excedente ou sobra de recursos para tomar as decisões cabíveis, etc... Veja, no exemplo abaixo, como utilizá-lo, subtraindo das receitas todas as despesas:
| Receitas | |
| Salário / proventos (líquidos) | 5.500,00 |
| Recebimento de aluguéis | 1.000,00 |
| Extras (gratificações, bonificações, sobras, etc...) | 0,00 |
| Total de receitas | 6.500,00 |
| Despesas | |
| Alimentação | (800,00) |
| Saúde | (650,00) |
| Educação | (950,00) |
| Vestuário | (300,00) |
| Transporte | (300,00) |
| Empregados (faxineira, jardineiro, etc...) | (900,00) |
| Despesas financeiras (bancos, cartões, etc...) | (800,00) |
| Despesas gerais (telefone, água, luz, cond) | (1.200,00) |
| Lazer | (300,00) |
| Total de despesas | (6.200,00) |
| Total (Receitas - Despesas) | (300,00) |
É claro que est é apenas um exemplo, pois as despesas e as receitas variam de pessoa para pessoa. Mas a estrutura básica é esta. O fluxo de caixa permite uma noção real de como os recursos estão sendo utilizados e aonde podem ser tomadas medidas para otimizar o resultado.
Antes de mais nada, é preciso definir qual é a nossa receita. Isto é importante por dois motivos:
Para os profissionais com renda fixa vale lembrar que, mesmo que o controle seja mais fácil, é necessário tomar cuidado para não comprometer a renda com despesas "formiguinhas", ou seja, aquelas que mesmo pequenas, caso se tornem constantes o seu somatório poderá comprometer a receita. E o que é pior, por longo tempo. Aquisição de bens, com pequenas mas longas parcelas, geralmente embutem juros que duplicam, ou mais, o valor original do bem que, inclusive, se deprecia ao longo do prazo de pagamento.
Obviamente o cuidado com as finanças deve ser maior para os profissionais que possuem rendas variáveis, que podem ter alguns períodos com excedente de renda ou, até, períodos sem renda nenhuma. Nestes casos, é necessário estabelecer uma regra, ou critério, para quantificar a renda e é válido ser conservador. uma margem de 70% (setenta por cento) da renda média é um ponto de partida razoável. Cabe também observar a sazonalidade das receitas, que, dependendo da área de atuação, podem ter períodos de grande produtividade e outros de alta escassez, além de algumas áreas serem sensíveis a fatores externos (econômicos, ambientais, etc...). Daí a importância de se estabelecer um padrão para considerar como renda real. Se for adotado o padrão sugerido acima (70% da renda média), este pode ser o necessário para cobrir o sgastos em tempos de escassez e, por outro lado, ser suficiente para gerar um excedente de renda que poderá ser administrado.
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