Unicred Rio

O Crédito Cooperativo

Internet Banking - cadastre a senha na sua UNICRED eInternet Banking



CooperativismoO Crédito Cooperativo

SOBRE O COOPERATIVISMO

Origem do Cooperativismo

O Crédito CooperativoO cooperativismo surgiu na Europa entre 1820 e 1840, tendo como embrião as primeiras cooperativas instaladas na França e na Inglaterra. A seguir, na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Portugal, Estados Unidos e Canadá, o sistema passou a ser utilizado para a formação de poupança e financiamento de iniciativas empresariais, em busca de desenvolvimento local sustentável.

De acordo com a Agência de Estatística da União Européia (Eurostat), as cooperativas de crédito representavam, no ano 2000, 46% das instituições de crédito da região, mostrando-se responsáveis por 15% das operações de intermediação financeira.

Em países como a Irlanda e o Canadá as cooperativas de crédito vêm ocupando o espaço deixado pelas instituições bancárias nas pequenas comunidades, oferecendo serviços mais adequados às necessidades locais.

Cooperativas de crédito no Brasil

No Brasil as primeiras cooperativas de crédito surgiram no início do século XX em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Atualmente, são regidas pela lei 5.764, de 16 de dezembro de 1971, e pela lei complementar 130, 17 de abril de 2009 que, dentre outras disposições, define a política de cooperativismo e regula o regime jurídico das sociedades cooperativas.

Tais empreendimentos se estruturam como sociedades civis, compostas por pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, sem fins lucrativos e não sujeitas à falência.

As cooperativas de crédito são instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e, por essa razão, têm o seu funcionamento definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e suas operações fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, subordinadas a atos normativos específicos.

Tendo por objetivo concessão de crédito e prestação de serviços aos associados em condições especiais, geralmente têm taxas reduzidas nos empréstimos concedidos, com menores exigências regulamentares e tarifas beneficiadas, em contrapartida à remuneração que oferecem aos recursos captados dos cooperados investidores, de modo geral bastante vantajosa quando comparada com bancos e financeiras tradicionais.

    O cooperativismo de crédito vem sendo responsável por algumas marcas significativas:
  • Na Holanda, o Rabobank Group, formado por 397 cooperativas de crédito, administra ativos totais de 360 bilhões de Euros, valor equivalente à soma de todo o sistema finaceiro brasileiro.
  • Na Alemanha, o DG Bank, que administra ativos totais de 600 bilhões de Euros, também foi criado a partir de cooperativas de crédito.
  • Na Espanha, o grupo Mondragón, que na década de 50 reativou no País as cooperativas industriais, hoje controla um grande banco, a Caja Laboral Popular.
  • O BankBoston originou-se a partir de uma cooperativa de exportadores e importadores, criada no fim do século XVIII.

INTRODUÇÃO AO CRÉDITO

Operações de Crédito
    Uma operação de crédito pode ser classificada como financiamento ou empréstimo:
  • Empréstimo - Operação de crédito que não tem como finalidade a compra de um bem e sim a liberação de recursos para atender uma demanda/necessidade do cooperado.Ex: Crédito Pessoal; Crédito Especial;Micro crédito
  • Financiamento - Operação de crédito cujo objetivo é a compra de um bem. Uma vez que um produto está sendo financiado, este bem garante a operação e com isso a taxa de juros tende a ser menor do que aquela praticada em uma operação de empréstimoEx: Crédito imobiliário ; Financiamento de veículo; Crédito Aquisição (Financiamento de Equipamentos)
Taxa de Juros
    Para definir a taxa de juros de uma modalidade de crédito são analisados quatro fatores principais:
  • Custo do dinheiro ­ É analisado o custo que a Instituição tem para obter o recurso a ser emprestado.Ex.: A Instituição paga uma determinada taxa de juros ao aplicador que faz investimentos de seu dinheiro na Cooperativa. Este valor será posteriormente emprestado a um associado e a Cooperativa ganha na intermediação. Esse ganho é representado, basicamente, pela diferença entre a taxa da aplicação mais as taxas administrativas inerentes a essa captação (custo) e o resultado do empréstimo, esta diferença é conhecida como spread.
  • Prazo ­ Quanto maior o prazo, maior é o risco que envolve a operação de crédito.Ex.: Uma operação de crédito com vencimento de um mês terá risco menor do que uma de 36 meses, tendo em vista que, neste período, podem ocorrer mudanças econômicas e fiscais que afetem a capacidade de pagamento do associado e, por consequência, sua condição de liquidar o empréstimo.
  • Garantias ­ Quanto maior a facilidade para transformar o bem (garantia/lastro) em dinheiro, menor o custo da operação. Ocorre redução do risco na taxa final do empréstimo pois, caso o tomador não honre seu compromisso e se fizer necessária a utilização da garantia para a liquidação da operação, haverá mais velocidade e facilidade na sua conversão em dinheiro e, por consequência, menores gastos administrativos para a Instituição.Ex.: Quando um Ativo financeiro (aplicação) é oferecido em garantia de uma operação, a taxa praticada será a menor possível, já que o risco de não cumprimento das obrigações não existe.
  • Rating (Risco) ­ É a avaliação do cooperado em seu relacionamento com a Instituição, seu histórico financeiro e características econômicas, gerando uma tabela final na qual ele será classificado.Ex.: Um cooperado com histórico de pontualidade terá um nível de risco menor do que outro com indicativos de atraso.
Perguntas e Respostas

Por que em uma instituição financeira o cheque especial tende a ser a operação de crédito com a maior taxa de juros?

R.: Quando se disponibiliza uma linha de crédito em cheque especial, não há como prever quando o cooperado irá utilizá-la, mas a Instituição terá que alocar recursos nesse momento. Assim, haverá reserva ociosa. Como consequência, seu custo torna-se alto e deve ser coberto no momento em que o cooperado requer a disponibilidade. Além disso, não existem garantias adicionais no contrato, tornando-se uma operação de alto risco.

Entre uma operação que tenha como garantia uma aplicação financeira e outra com lastro representado por um veículo alienado, qual oferece menor risco e por quê?

R.: Conforme ressaltado no tópico 'garantias', a maior ou menor velocidade e facilidade com que se transforme a garantia em dinheiro é que determina o consequente grau de risco da operação. Assim, na hipótese formulada, o menor risco estará com a operação lastreada pela aplicação financeira, que já é, por si só, dinheiro disponível.

O que é grau de liquidez de uma garantia?

R.: É a facilidade de transformar a garantia em moeda corrente. Ex.: Em uma garantia representada por aplicação financeira, a Cooperativa só teria que resgatar o título para liquidar a operação, ao passo que, na garantia veículo, teria que entrar com um processo contra o tomador e posteriormente vender o bem para liquidar o empréstimo. Deve-se avaliar também a desvalorização do bem no tempo (também chamada de depreciação).

Por que uma operação de longo prazo requer mais garantias?

R.: No período de vigência da operação, há uma maior exposição à ocorrência de situações que, independendo da vontade do tomador, o impossibilitem de honrar seu compromisso, como por exemplo uma doença que o impeça de trabalhar.

Termos Técnicos

Grau de liquidez em uma garantia - Facilidade de transformar a garantia em moeda corrente.

Análise fundamentalista - Avaliação técnica de fundamentos econômicos das companhias de capital aberto e do desempenho de suas ações no mercado de capitais.

BACEN (Banco Central do Brasil) - Órgão responsável pela estabilidade do poder de compra da moeda nacional através da formação e gestão de políticas monetária e cambial. É o órgão responsável pela regulamentação e supervisão do Sistema Financeiro Nacional.

Captação - Ato que objetiva levantar recursos visando o investimento em uma determinada atividade.

CDI (Certificado de depósito interbancário) ­ Taxa de referência no mercado de juros, originada da média negociada entre instituições financeiras.

Mercado de crédito - Meio onde se realizam operações de financiamento a curto e médio prazos, consumo corrente e dos bens duráveis, além do capital de giro das empresas. Os principais atuantes deste mercado são bancos comerciais e múltiplos, além de companhias financeiras.

Mercado Futuro - Operações que não envolvem caixa e que são realizadas para liquidação em uma data futura.

Retorno - Resultado esperado ou realizado por um investimento.

Risco - Incerteza associada ao retorno e um investimento. Geralmente é representado pelo desvio padrão, ou seja, pela oscilação das taxas de retorno em torno de sua média.

Risco não sistemático - Risco específico de um determinado ativo.

Risco sistemático - Risco relativo ao sistema, influenciado por fatores/decisões macroeconômicas.

Ex.: Taxa Over Selic ­ é a taxa que regula as operações diárias para financiamento dos títulos públicos federais.

POLÍTICA DE CRÉDITO DA UNICRED RIO

Risco de Crédito

Na análise de risco são levados em consideração alguns critérios, sendo que os fatores se baseiam em informações necessárias para a análise subjetiva da capacidade financeira dos Solicitantes de crédito (tomadores), tradicionalmente conhecidos como os 5 C's do Crédito. Apresentaremos abaixo os C's resumidamente:

Metodologia para Determinação do Risco de Crédito (Baseada em técnicas de julgamento)

    Os 5 c's do Crédito
  • CaráterIdoneidade ou reputação no mercado de crédito
  • CapacidadeHabilidade em converter ativos e negócios em renda
  • CapitalSituação econômica financeira
  • CondiçõesImpacto e fatores externos sobre a fonte de renda
  • Colateral (garantias)Vinculação de bens em caso de perda (Total ou parcial) da renda

Os C's do crédito podem ser segmentados da seguinte forma: aspectos pessoais, aspectos financeiros e garantia.

Na análise de risco, o C's do crédito são divididos em aspectos pessoais ­caráter e capacidade­, e aspectos financeiros ­ capital e condições. Deve-se considerar que o primeiro grupo tem peso maior na avaliação.

O C do colateral deve ser considerado, ou exigido, quando os C's do aspecto financeiro, capital e condições não forem suficientes para a decisão do crédito.

Destaca-se como primeira etapa da análise de crédito a pesquisa do "caráter" do cooperado/cliente.

Caso existam informações desabonadoras do tomador com o mercado de crédito, a decisão tende a ser a imediata recusa do empréstimo solicitado.

O analista de crédito geralmente dá maior importância aos dois primeiros C's ­ caráter e capacidade ­ uma vez que eles representam os requisitos fundamentais para a concessão de crédito a um solicitante.

A consideração para os demais C's ­ capital, colateral e condições ­ é importante para a definição do acordo de crédito e tomada de decisão final, que depende da experiência e do julgamento dos analistas.

A História do Cooperativismo

Gerenciamento Financeiro Pessoal

Missão e Valores

Os Benefícios da Economia

Estrutura da Unicred Rio


Copyright 2010 Unicred Rio - Todos os direitos reservados

Um nome de usuário e uma senha estão sendo solicitados por http://www.unicredrio.com.br. Área Restrita da Unicred Rio"
Área restrita

Desenvolvido pela Proevo